
Maldito Lucky Strike…
23/11/2008Era um sábado normal, como todos os outros. Mas era normal para todo mundo, menos para mim. Eu ainda vivia uma fase de transição. Uma transição benéfica. Só não havia me habituado por completo ainda, me sentia fora do rumo a qual eu tinha me habituado. O dia estava frio, com um tímido sol querendo ora surgir, ora se esconder. Mas eu estava animado, com frio, sem frio, chuva, sol, para ir até o clube (Soges) e ver meus amigos jogar futebol pelo Barril Júnior. Cheguei lá cedo da tarde, meio perdido, sem nenhum conhecido para conversar, até que encontrei o Adrian.
Ficamos conversando, assistindo ao jogo. Aliás, metade do jogo, porque quando cheguei já estava no fim do primeiro tempo. O placar marcava 4 a 1 para o Barril, que, de forma desastrosa, deixou que o fraco time oposto encostasse no placar, terminando o jogo em 4 a 3. Pelo menos haviam ganho. Pensei que eu tivesse dado azar a eles, porque quando eu cheguei, tomaram dois gols. Mas pensei: “ainda bem que não vim mais cedo, porque se não teriam tomado uns cinco”.
Eu e o Adrian conversamos por um longo tempo, até ele sair com umas amigas, e eu fiquei porlá, meio zonzo, perdido. Mas eu estava em uma fase de “foda-se”, só queria levar a vida mais sossegado e sem estresse, sem ficar me incomodado com o passado, e muito menos vir a me preocupar no futuro. Só queria aproveitar um pouco do tempo que perdi na companhia dos amigos. E era isso que eu ia fazer naquele sábado que começava a ficar cada vez mais gelado.
Lembro que era a primeira vez que eu usava minha jaqueta verde, minha favorita. Paguei muito caro por ela, e tinha até pena de usá-la. Teria que ser usada em uma ocasião muito especial. Só que antes de sair de casa fui tomado por aquele tipo de pensamento salvador do mundo, do tipo: “todo dia, toda hora é uma ocasião especial”. Vesti a jaqueta, pus um perfume e “fui-me”. Meu pai me levou porque eu não me animava muito em sair sozinho de carro. Pelo menos com o do meu pai não. Foi uma fase de desentendimento entre mim e o Monza 89 do “velho”.
Pois bem. O Barril saiu de campo com a vitória, e isso era um bom motivo pra comemorar. E tratando-se de Barril, se comemora com cerveja e mais cerveja. Entre toda a gurizada, eu era o único (creio) que não jogava futebol. Já havia jogado com aquele pessoal, mas por causa de lesões nos dois joelhos – como se essa fosse a única causa, excluindo o fato de eu jogar mal pra caralho -, abandonei o bando e me dediquei a prática de ouvir música. Pelo menos nesse esporte que pratico o risco de me lesionar é bem menor. Por falar em música, estava eu, com meu mp4 nos ouvidos, durante grande parte do tempo. E isso fazia com que eu batesse no chão com meu All Star branco (meu favorito) o tempo todo, no ritmo da música. E a cerveja começou a rolar solta entre a galera. As fichas pras cervejas até hoje eu num sei certo de onde vieram. Talvez tenham sido pagas pelo Wilson, ou então pelo irmão do Edd. Não sei mesmo. Só sei que me ofereceram e eu não recusei. Bebia timidamente aquela gelada cerveja, porque fazia tempo que eu não bebia pra valer. E da forma tímida, fui passando pras fases seguintes, que nem sei se tem nome.
O meu grande amigo ali era o Roberth. Amigão mesmo, e fui lá na Soges para conversar com ele, e aproveitar o sábado com ele. E com ele, tomei muita cerveja aquele dia. As cervejas deveriam ser tomadas em conjunto, de forma amigável. Até porque eu nem sabia quem estava pagando. As fichas vinham eu não sei de onde, mas eu acompanhava o Roberth até a copa para pegar as cervejas. Tomávamos metade lá na copa, e voltávamos com a outra metade para dividir com o resto do pessoal. Coisa de pau no cu! Mais pau no cu era quando eu pagava alguma cerveja e não levava lá no pessoal para dividir, e pelo contrário, tomava com o Roberth, às escondidas. Nós estávamos tirando vantagem dos próprios amigos. Nem sei por que se faz isso. Mas naquele momento, já meio “alegrinho”, eu só queria era ficar podre de bêbado.
Com as garrafas de cerveja fizemos uma fileira na pequena arquibancada de dois degraus. E atrás da fileira cantávamos músicas de igreja, do tipo: “vinde oh irmãos adorar, vinde adorar o Senhor. A Eucaristia nos faz Igreja, comunidade de amooor!” Cantávamos em ritmo de torcida organizada, vibrante, com emoção, batendo o pé no chão, batendo palmas, e causando espanto no resto do pessoal que estava na Soges. Eu não sei o resto da gurizada, mas eu não estava mais nem aí praquilo. Se bobeasse, mandava todo mundo pra puta que os pariu, de tão “emocionado” que eu estava. Não sei porque, mas fico emocionado quando bebo.
Como havia começado o jogo do Grêmio, os gremistas foram para frente da televisão torcer. Eu, colorado que sou, não dava a mínima. Só insistia pro Boomer marcar o “esquema”. Mas o cagão do Boomer se fazia de desentendido. Fiquei puto com ele, mas só no momento. Aí veio o Roberth dizendo que ia rolar um “galeto” na casa do Edd, e já veio passando a mão em cinco reais, que era o custo da janta. Nem tive como recusar, ainda mais que suspeitei que lá haveria mais bebida. Por mim, quanto maior o porre daquela noite, melhor.
Depois de entregar a grana, eu e o Roberth fomos até a casa dele, pra ele tomar um banho e depois irmos à casa do Edd, como havíamos combinado. Eu nem sabia o que haviam combinado, só sabia que alguma coisa tinha sido tratado entre o pessoal. Eu e o Roberth andávamos cambaleando pela rua, meio indecisos em relação ao caminho por onde andávamos, e meio indecisos sobre ficar em cima da calçada ou na rua. Na verdade, eu não tinha poder volitivo para decidir, só obedecia às pernas. Falando assim parece que eu estava muito bêbado. Muito eu não diria, mas, razoavelmente bêbado, o suficiente para se preocupar com a mãe do Roberth. Mesmo assim, eu pensava em beber mais, e mais, naqueles momentos da vida que se quer mais é se foder, e ter um motivo no dia seguinte pra se arrepender.
Quando estávamos chegando ao edifício Leipeld, onde o Roberth mora com a mãe, eu repetia pro Roberth: “vamos ficar certinho, vamos ficar certinho! A tua mãe velho, a tua mãe!”. Mas não surtiu muito efeito. Entramos porta à dentro do apartamento 303 sem vergonha na cara, saudando a família com entusiasmo. Foi aí que comecei a me controlar, falando pouco e procurando me movimentar o mínimo possível. Mas o meu amigo, dono da casa, não fez muita questão disso. Foi tomar banho e voltou mais bêbado – pelo menos foi o que pareceu. Enquanto ele se banhava, eu fiquei mudo na sala, sentado na frente do computador, falando algumas besteiras na Internet com não sei quem. Quando ele saiu do banho, de forma muito amável, a mãe do meu amigo nos serviu sopa de janta. Eu mal conseguia colocar a colher na boca. Respirei fundo e me superei.
O Roberth é que continuava sem se preocupar. Tanto que metade da sopa dele se espalhou pela mesa e pelo rosto. Eu já tinha comido uns quatro pratos de sopa, chegava a estar suando. De repente, vejo meu amigo virando o resto da panela em meu prato, o equivalente a mais umas três porções. Olhei pra ele com olhar de reprovação. Mas, com medo do olhar de reprovação da mãe dele, comi mais as três porções que transbordavam no meu prato. Com todo aquele conteúdo de sopa, fiquei praticamente são. Mas o Robeth não. Pra aumentar a “sustância” do meu pratinho de sopa, ele pediu que a mãe dele ralasse um queijo. Ela ralou queijo suficiente pra uma semana. Só que o Roberth errou nos cálculos, e despejou todo o queijo no meu prato. Eu pensava: “ele deve estar se vingando da vez que foi almoçar num domingo em minha casa, e o meu pai enfiou carne nele até ele implorar pra ele parar”.
Depois de comer, ele deitou no sofá, pra descansar um pouco, e adormeceu, como um anjinho. Sério: dormiu mesmo, de se babar. Já estava na hora de irmos à casa do Edd pra comer mais um pouco, e o Roberth permanecia no sofá da sala como uma pedra. A dona Mirian tentou acordar ele, sem efeito. Ele quase bateu nela, dizendo: “eu não vô trabalhá, sai daqui, hoje eu não vô!”. E eu ali, naquela situação embaraçosa, com medo de acordar o Roberth com uns tapas e ser xingado pela mãe dele. Até que, não sei como, ele levantou e fomos. Fomos caminhando na noite fria, mas ele continuava dormindo. Com as mãos nos bolsos ele caminhava, resmungava algumas coisas que eu não entendia, e só. Só falou alguma coisa que se pudesse entender a duas quadras antes de chegarmos. Aliás, conversamos, sobre alguns assuntos que aqui não merecem espaço. Pelo menos o Roberth acordou.
Chegamos lá. Entramos pelo portão, e nos dirigimos até a garagem, onde estavam o Wilson, o Edd, o irmão do Edd, e o Rick. O Irwin veio logo depois. Conversavam sobre futebol e sobe o jogo da rodada que não fazia muito tempo disputaram. E eu com “cara de joelho”. Nem sabia como opinar, com medo da reprovação dos boleiros que ali estavam. Até porque, eu há muito tempo, já havia largado o futebol.
Tirei o tênis esquerdo, e logo depois desprendi a tornozeleira imobilizadora que eu tinha de usar por ter rompido os ligamentos do tornozelo, na festa do Fred. Eu estava de bobeira, e a Mini dançando. Aí me dirigi até ela, pra falar alguma coisa. Peguei-a pelo braço, ela se desequilibrou. Eu fui segurá-la, e, como torci o tornozelo, fomos os dois pro chão. Ela caiu de tal forma que eu pensei que tivesse se matado. Mas logo levantou e continuou numa boa. Eu é que fiquei no chão um bom tempo, sem poder me levantar.
Sem a tornozeleira, o Irwin e o Wilson me pediram o que tinha acontecido. Eu respondi, mas não entrei em detalhes de como tinha sido, porque eu já era motivo de reprovação para a maioria daqueles caras. Alguns diziam que era eu quem levava o Roberth pro mal caminho. Eu apenas compartilhava bons momentos de diversão ao lado dele.
“Puta merda, mas tu tens que se benzer”, disse o Irwin.
“É. Por isso que eu fico aqui, bem quetinho, Qualquer movimento pode representar uma nova lesão”, falei.
“Futebol nem pensar?”, ele perguntou.
“Só no FIFA 2005”, respondi.
Serviram o tal do galeto. Saiu quentinho do espeto, direto da churrasqueira. O Ede foi quem assou, e quem despejou no prato. Cada um pegava seu pedaço de carne de galinha e colocava no meio do cassetinho. O ruim disso era o osso da cocha de galinha, que ficava junto no meio do pão, e como não se via ele, as vezes se mordia. Mas estava muito boa aquela carne de frango. Comi vários pedaços. Nem parecia que eu havia tomado uns 12 litros de sopa na casa do Roberth.
Para beber havia Coca-Cola. O irmão do Edd tinha ido comprara um vinho, mas ele estava lá, deixado de lado. Eu não gosto de tomar bebida alcoólica com a comida. Fico só no refrigerante. Mas depois de comer, “mêta” vinho. E assim ocorreu. Comemos, tiramos uns fiapos de carne de galinha dos dentes e continuamos conversamos. Eu era o mais isolado, mas, conversava também. Aí, comecei a beber o vinho. No inicio fiquei meio constrangido. Mas como era minha a placa de mau elemento, e, tomando vinho ou não isso não mudaria, enchia o copo com o bom vinho e bebia feliz da vida. Eu ainda tinha a intenção de ficar podre de bêbado. Sentado eu ia bebendo, e estava até meio chateado pelo fato de o vinho não estar fazendo efeito ainda. Por via das dúvidas eu tomava, e tomava, e tomava.
Todos se reuniram em volta da televisão para olhar o jogo da Seleção Brasileira contra a Canadense. A essas alturas eu já estava alegrinho. Todo mundo fazia comentários sobre os jogadores, e eu só criticava, xingava e ria da cara de todo mundo. Não me importava se meus comentários seriam reprováveis ou não, só abria o bocão, falava merda, e ria eu mesmo das porcarias que saiam da minha boca. E o vinho rolava solto. Ninguém bebia além de mim, e isso me deixava mais feliz ainda.
Sentado na cadeira de praia eu enchia um copo atrás do outro, e assim se foram dois litros de vinho. Sentado parecia que não estava fazendo muito efeito, a não ser a bobeira. Até terminar o primeiro tempo do jogo e eu me levantar pra ir embora. Aí os pés perderam o chão, e eu não sabia mais onde pisava. Tontura total, as estrelas girando. Estrelas ou as luzes dos postes da rua? Eu ainda me pergunto. O pior é que teria de voltar a pé pra casa, com os ligamentos do tornozelo rompidos, com o cu cheio de vinho, e sem saber nem que horas eram. O Roberh era a minha salvação. Mas me acompanharia até um pedaço do caminho apenas, até a sua casa, e depois eu ia me ferrar.
Pensei em chamar o Chapolim Colorado, mas surgiu a inesperada salvação: Ramiro! Eu não sei por que, nem como, nem de onde surgiu Ramiro, mas ele caiu do céu, como um anjo, pra me salvar. Ramiro é meu amigo, e foi um dos primeiros a tirar a carteira de motorista. Foi depois de Roberth. A diferença é que Ramiro tinha o carro do pai para usufruir, e salvar os amigos em apuros. Não lembro se na época Ramiro já estava no cursinho, mas desconfio que ele apareceu com a Quantum através do chamado do Roberth, via torpedo sms. Só sei que foi uma luva caída em minha mão.
Dentro do carro eu gritava, cantava, ria a toa. Estava bem fora da “bitola”. O primeiro levado para casa foi o Irwin. Depois o Roberth. Eu estava na loucura, e queria porque queria passar no Bar do Chumbinho para pegar um cigarro. O Ramiro até que não achou má idéia, mas o Roberth não curtiu muito porque estava cansado demais. E olha que ele tinha dormido profundamente antes de irmos à casa do Edd. Se era da vontade dele, a façamos, e o Ramiro levou ele em casa.
Os pensamentos que rodeavam a minha vista eram umas loucuras. Pensava na minha formatura, pensava na minha banda de rock, em um copo de capeta. Pensava tanta bobagem, pensava em tanta coisa ao mesmo tempo. Eu só queria aproveitar, curtir os tempos de farra, com os amigos, fazendo tudo errado. Pelo menos naquela hora. O pior foi o momento “emo” que me abateu. Até chorar no carro do Ramiro eu chorei. Hoje eu penso que isso é uma babaquice, uma boiolice sem tamanho. Mas naquela hora a emoção foi grande.
Depois de secar as lágrimas, o Ramiro, que estava de acordo em relação ao cigarro, meteu para o Chumbinho, afim de comprar uma carteira. Chegamos lá e compramos o tal do Lucky Strike. A noite era longa, e eu não tinha pressa. Fui até o fundo do bar, e tinha dois caras olhando o jogo da Seleção que ainda não tinha terminado. Me aproximei e pedi qual era o placar. Mas nem me lembro o que eles disseram. Olhei para o lado e tinha duas mulheres jogando sinuca. O bar era a meia luz, e eu já não enxergava direito por causa do vinho. Mas reconheci uma delas. Era a Anny Lucy, colega de trabalho no atelier de calçados. Cheguei perto dela, e, em tom de brincadeira, perguntei: “quem és tu?”. Não precisou mais nada, pra do nada, eu ver um cara vindo em minha direção, me empurrando, sem mais nem menos. Eu lembro (do pouco que lembro) que ainda disse: “bah velho, ela é só minha amiga, não viaja!”. A Anny foi acalmá-lo, e enquanto ela estava falando com ele, eu passei e – de forma totalmente inconsciente – disse: “ciumentinho ele, hein?!!”. Coisa de bêbado. Aquelas coisas que tu faz, e se pergunta depois: “por que eu fiz essa merda?”. Não lembro de muita coisa. Só sei que o Ramiro, apavorado, só dizia: “o meu, vamo embora, vamo embora!”
Saímos do bar e, antes de entrar no carro, demos uma boa mijada em uma macega que tinha por ali. O tal do Lucky Strike eu fumei pela metade, porque não ia fumar dentro do carro do Ramiro. Ele dirigiu até o apartamento do Roberth, e lá ficamos, sentados, fumando. Quando eu cheguei lá, só estava bêbado. Aliás, eu estava podre de bêbado. Acendo o cigarro, dei umas tragadas, e, não sei porque, fiquei muito mal. Tontura total, viagem ao mundo da lua. Eu já havia fumado uma certa vez, junto com bebida, e não me fez bem. Acredito que vinho com Lucky Strike não faça bem. Pelo menos pra mim não fez. Eu havia tomado umas dez cervejas, oito litros de sopa, dois litros de vinho. O cigarro foi a chave de ouro. Não deu outra, fiquei mais abilodado, mal do estômago.
O Ramiro viu que era o fim da noite. Me levou até em casa, e esperou longamente até que eu conseguisse entrar no portão de casa. Na rua tinha dois caras, e, pelo que percebi, davam risada da minha cara. Eu tava muito mal, bêbado, e andar em linha reta era uma façanha. Aliás, andar em linha reta era impossível. Andar é que era uma façanha.
Entrei em casa e meus pais estavam na frente da TV, me esperando, porque eu tinha combinado de que ele me buscaria. Entrei rindo, gritando não sei o que, e dei um beijo no rosto de cada um. Minha mãe começou a rir, porque era realmente engraçado. Ela só dizia: “meu Deus!, o Jhony está podrinho. Olha a boca dele pai, ta roxa de vinho!”. Nem dei muita conversa, só entrei no meu quarto, do jeito que eu tava, e deitei, de roupa e tudo, de tênis, casaco, sinto. Minha mãe veio tirar meu casaco e meus tênis. Pra minha sorte ela não viu a carteira de Lucky Strike que estava no meu bolso. Mesmo bêbado, lembrei de guardar a carteira na gaveta do bidê. Ainda bem que o cheiro do vinho era mais forte que o do cigarro.
Do jeito que eu deitei dormi, como uma pedra, semelhante ao sono profundo do Roberth.
No outro dia acordei com a cabeça explodindo. Parecia que o meu cérebro era maior que meu crânio. Levantei cambaleando, e me olhei no espelho. Minha boca estava realmente roxa, roxa mesmo. Era de assustar, e de rir ao mesmo tempo. A ressaca era grande. Eu não tinha vontade de comer, de caminhar. Estava desanimado, confuso, e perdidão nas idéias. E, como eu havia previsto, bateu um certo arrependimento do dia seguinte. Eu não tinha vontade de fazer nada, nada me agradava, nada me satisfazia.
Ficava eu, sentado na frente do computador, sem mesmo ter vontade de ali estar, pensamento longe, expressão cansada e deprimida, e aquele pensamento afirmativo constante: “maldito Lucky Strike, acabou comigo!”.
mazá Jhony! escreveu de novo!
e como sempre, muito bom o texto!
quee noite de sábado, hein?! hehehe…
te cuida!
beijo
Alcoólatra!
hauhauahauhau
O Ramiro e a Qantum