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A felicidade não tem preço

17/08/2008

Baseado no livro “As melhores coisas da vida são de graça”, de Todd Outcalt.

Livro de Todd Outcalt

Livro de Todd Outcalt

Quando repetimos ou ouvimos aquela velha frase que diz “dinheiro não traz felicidade”, logo pensamos que é um chavão bem ultrapassado, meio bobo. Será o reflexo de um mundo cada vez mais capitalista ou a comprovação de Maquiavel quando diz que o homem é um ser ávido de lucro? A resposta pode ser encontrada nas duas opções. Mas é em algo em que as pessoas não observam e não dão importância que está o grande sentido da vida e os grandes momentos de alegria, satisfação e felicidade. O dinheiro em nossa vida é essencial, importante, pois querendo ou não ele nos mantém vivos. Mas, só ele não nos dá a vida, precisamos do algo a mais, que temos diante de nossos olhos, mas que insistimos muitas vezes em não observá-lo.

Augusto Cury já dizia que o dinheiro compra uma bela cama, mas não o descanso; compra presentes para uma mulher, mas não o seu amor. E é fato. O dinheiro é importante sim, pois compra o nosso alimento, que nos mantém vivos. Mas, ele não nos proporciona a verdadeira felicidade, aquela que é sentida nos gestos mais singelos da vida, e nos faz perceber que perdemos tempo ao nos preocupar demais em ter, do que em ser, em sentir.

O livro de Todd Outcalt nos traz uma boa visão dos simples prazeres da vida, que nos deixam realmente felizes. Não há como negar, dizer que isso é bobagem, dizer que sentir a brisa do mar e sorrir é pra bobo. Até porque as pessoas não devem esperar a felicidade de braços cruzados. Primeiro porque a felicidade está sempre conosco. Segundo: você deve saber senti-la, saber saboreá-la, se abrir a ela, se permitir ser feliz. Aí verás que a brisa do mar é tão maravilhosa, se saber saboreá-la, se sentir bem consigo mesmo e contemplar o belo.

Sofremos nessa vida, sim. Passamos por momentos de dores, passamos. Mas isso torna nossas conquistas ainda mais gloriosas, e esse sentimento não tem preço. Receber um elogio depois de passar horas realizando um trabalho estressante é tão gostoso, é um estímulo para nossas vidas. Se permitir ser feliz muitas vezes é se doar um pouco, ou muito, para alcançar o desejado e saborear a vitória. A vida não é cor-de-rosa. Não é porque podemos colori-la da cor que quisermos, mesmo nos momentos difíceis. O que temos que fazer é mudar a forma como encaramos as coisas, deixando a tristeza de lado e passando a sermos mais otimistas, passando a ter fé na vida e em nós mesmos.

O problema vem quando estamos enfrentando uma situação difícil, um “aperto” financeiro, um problema de saúde, um relacionamento em crise. Mas, é nessas horas que vemos que podemos, mesmo assim, ser felizes, pois temos uma família que nos dá todo amor do mundo; temos amigos com quem podemos confidenciar problemas, segredos, e dividir momentos de alegria e angústias; temos a força necessária para enfrentar tudo nessa vida. Vemos então, que a felicidade está pertinho de nós, ao nosso lado, ao nosso alcance. Pois felicidade é, também, poder contar com família e amigos nos momentos difíceis. É ter amigos, saber cultivá-los, saber amá-los reciprocamente.

Temos as crianças que tanto nos ensinam com sua ingenuidade, com sua inocência, com sua pureza e alegria no olhar. Temos os animais de estimação, que nos recebem amorosos depois de um dia cansativo de trabalho. Temos recordações para celebrar com alegria. Temos o encanto da natureza. Temos sentimento para expressar, temos amor.

O amor é o remédio de qualquer mal, é uma dádiva da vida, é um sentimento puro, de felicidade e alegria, de empatia, de respeito e de união. O amor é capaz de nos fazer rir de alegria, de chorar de saudade, de lutar cada vez mais para orgulhar a pessoa amada, de nos tornar pessoas felizes e completas. Um jantar romântico é tão agradável. Mas ele é perfeito e inesquecível quando se ouve um simples, mas sincero “eu te amo”. Vale muito mais esse singelo ato do que um jantar luxuoso, com um vinho caro e comidas sofisticadas. E não há como negar. Quem já ouviu um “eu te amo” da pessoa amada sabe do que se fala aqui. Nada compra o sentimento de bem estar de alegria que essa pequena frase proporciona. Amar e ser amado é algo inexplicável, indescritível, redentor, capaz de nos fazer superar qualquer coisa nessa vida.

As coisas simples da vida são tão importantes, e muitas vezes não damos o devido valor a elas. São essas coisas que nos deixam verdadeiramente felizes. Conquistar um bem material tão desejado é bom. Mas quando conquistamos um valor moral é gratificante e nos engrandece. Até porque quando morrermos não levaremos nosso dinheiro junto conosco, muito menos os bens materiais. Mas levaremos nosso caráter, nossa personalidade que ficará marcada e lembrada na história, se formos pessoas boas e felizes.

Não se fala em não dar valor a bens materiais. Pelo contrário. Bens materiais conquistados com dignidade são frutos de esforço, empenho e capacidade. E isso é muito gratificante. Quando nos esforçamos por algo, a recompensa é maior. Porém os bens materiais não devem se sobrepor aos valores morais e éticos das pessoas. Não deve fazer com que a vida seja apenas uma ambição por ter. Porque mais que ter, devemos sentir, ser.

As pessoas deveriam se doar mais à felicidade e experimentar sensações de bem estar. Ajudar ao próximo faz muito melhor a quem ajuda do que a quem foi socorrido. E isso a ciência já comprovou. Sentir-se útil é uma sensação ímpar. Sentir-se querido é sublime. Seja doando algumas moedas ao garoto que anda descalço pela cidade, ou dando de comer a um mendigo. Gestos assim fazem bem às duas partes. Gestos simples, mas gestos relevantes.

A verdadeira felicidade não tem preço, é de graça, pois ela vem de dentro do coração, ela vem da natureza, ela vem dos simples e sinceros gestos, ela vem do amor ao próximo, da esperança, das metas alcançadas com esforço, da companhia dos amigos e familiares, da namorada, da contemplação da natureza, da fé, da esperança, da humildade, do respeito, do sorriso. Sorria, seja feliz, na simplicidade, no amor, pois “as melhores coisas da vida são de graça”.

Um comentário

  1. Uuuuuuuuuuuuuuuu!
    E dali Jhoni!
    Quando crescer quero ser que nem você!



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