Posts de Agosto, 2008

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Ler também é um exercício

31/08/2008

Não é de hoje que se ouve falar na importância da leitura em nossas vidas: nos estudos, na nossa comunicação, na forma de nos expressarmos, nos conhecimentos que ela nos proporciona. Porém, quanto mais se fala da importância de ler, menos se vê pessoas lendo. Com as evoluções tecnológicas, as pessoas têm acessos a informações de forma mais rápida, e não lêem mais, pois afinal, é muito mais fácil assistir algo pronto e emitido em linguagem simples do que perder tempo lendo. Muito mais fácil assistir televisão do que pegar o jornal e ler as notícias. É muito melhor assistir a novela do que ler a manchete referente às novas e absurdas aprovações do Senado. E o problema se concentra aí: no fato das pessoas absorverem idéias alheias e não formarem as suas próprias.

No jogo de interesses que vemos na mídia, o que as emissoras de televisão querem é atrair a atenção dos espectadores, dando ênfase a alguns assuntos considerados relevantes e menos importância a outros, por – na concepção da emissora – serem considerados de menos valor. Aí você assiste, e aquela idéia é a que entra na sua mente. Você, sem perceber, acaba por concordar com aquilo, pois não te instiga ao pensamento. Na leitura, porém, você tende a raciocinar, você entra no assunto, pois tem de se concentrar, o que faz com que além de você absorver a idéia, reflita sobre ela.

Essas afirmações podem ser contraditórias se pensarmos que bons livros também podem fazer lavagem cerebral nos leitores. Mas, apenas nos simples leitores, e não nos verdadeiros leitores, descontentes com o pouco, sedentos de mais leitura, mais informação, e mais conhecimento e reflexão. Read the rest of this entry ?

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A felicidade não tem preço

17/08/2008

Baseado no livro “As melhores coisas da vida são de graça”, de Todd Outcalt.

Livro de Todd Outcalt

Livro de Todd Outcalt

Quando repetimos ou ouvimos aquela velha frase que diz “dinheiro não traz felicidade”, logo pensamos que é um chavão bem ultrapassado, meio bobo. Será o reflexo de um mundo cada vez mais capitalista ou a comprovação de Maquiavel quando diz que o homem é um ser ávido de lucro? A resposta pode ser encontrada nas duas opções. Mas é em algo em que as pessoas não observam e não dão importância que está o grande sentido da vida e os grandes momentos de alegria, satisfação e felicidade. O dinheiro em nossa vida é essencial, importante, pois querendo ou não ele nos mantém vivos. Mas, só ele não nos dá a vida, precisamos do algo a mais, que temos diante de nossos olhos, mas que insistimos muitas vezes em não observá-lo.

Augusto Cury já dizia que o dinheiro compra uma bela cama, mas não o descanso; compra presentes para uma mulher, mas não o seu amor. E é fato. O dinheiro é importante sim, pois compra o nosso alimento, que nos mantém vivos. Mas, ele não nos proporciona a verdadeira felicidade, aquela que é sentida nos gestos mais singelos da vida, e nos faz perceber que perdemos tempo ao nos preocupar demais em ter, do que em ser, em sentir. Read the rest of this entry ?

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Movimento Estudantil

16/08/2008

Em meio ao caos político em que vivemos em nosso país, na aula de Direito Penal II o professor ressaltou uma das possíveis soluções para diminuir ou mesmo erradicar a roubalheira que ocorre no senado em Brasília. Juntei o que ele disse com o que ouvi do professor de Constitucional I e cheguei a algumas conclusões, minhas, de minha mente.

O professor de Penal lamentava o fato de os movimentos estudantis não existirem mais, na luta contra a corrupção e a favor de um país mais justo. Ressaltou a falta de idealismo da juventude brasileira, acomodada e alienada em relação aos assuntos de maior importância, totalmente ligados à vida de todos nós.

O professor de Constitucional, porém, não falou diretamente do movimento estudantil, mas sim do fato de nós, alunos de direito, termos o dever de cidadãos em deixar a acomodação e passar a defender as cores dos nossos ideais, representando a sociedade como um todo na luta contra os problemas de nosso país. Em suma, devemos nos movimentar em prol da sociedade, em prol de nossos direitos serem cumpridos, de exercermos a cidadania e soberania, segundo reza a Constituição Federal de 1988.

Mas isso me levou a uma conclusão decepcionante quando olhei para o lado e vi bocejos por parte de meus colegas, totalmente despreocupados e acomodados, até mesmo conformados com nossa situação política. Mas, é claro, não são todos. Muitos se indignam, mas não tem o apoio de seus colegas para fazerem algo. Eu sou um desses indignados. Por mim eu pintaria a cara e lutaria pela justiça, pelo fim da corrupção e erradicação de uma sociedade nada cidadã. Porque os brasileiros não são cidadãos. Aliás, são!, mas são cidadãos de sofá (como afirma o professor de Constitucional). De sofá, pois preferem assistir a novela ao acompanhar o desenrolar dos escândalos em pauta no Congresso. De sofá, pois só lembram de serem brasileiros na Copa do Mundo de Futebol. E ainda se a Seleção estiver bem, pois basta ser desclassificada nas quartas de final para o povo se rebelar. Read the rest of this entry ?

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Trabalho ao cubo

03/08/2008

O ano era 2007. O mês… setembro ou outubro, não me recordo. Mas aqueles dias trabalhando que nem um bicho, eu não esqueço jamais. Dias suados, doloridos, longos, intermináveis. Dias de superação, dentro do atelier de calçados em que trabalhei.

Eu estava trabalhando em um modelo de sandália feminina, bem delicada e bonita. Era início de dias quentes, e para o verão entraram modelos novos naquela esteira onde eu estava. Na verdade era uma fabricação fora da esteira, com um grupo pequeno de pessoas. Eu trabalhava por três, fazendo toda a preparação do calçado: perfurando (com vazador e martelo), passando cola, botando a fivela, fazendo o perfuro na tira de afivelar. Apesar do excesso de serviço, para mim estava bom.

Até que iniciou em outra esteira um modelo novo na fábrica, para uma grande marca brasileira. Início de modelo, o pessoal ainda em fase de aprendizagem e faltavam algumas pessoas para preencher o número de colaboradores. Como eu estava sem serviço no momento, o Carlos (gerente do atelier), que me viu ajudando uma costureira, fora do meu posto, me chamou para iniciar um serviço: colar as “bolinhas” no tope do sapato, e depois cravar um rebite, um cravo nas pontas do tope. De início parecia tudo muito tranqüilo. Mas mal sabia eu a encrenca em que me meteria. Read the rest of this entry ?

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Sexta-Feira Inesperada

02/08/2008

Era uma sexta-feira normal. Fui cedo ao trabalho, após um rápido café da manhã, com a má vontade costumeira de quem sabia que um longo e cansativo dia viria pela frente. Mesmo assim eu tentava me animar, de alguma forma, pois afinal era o último dia de trabalho da semana. O problema era o cansaço exagerado, após trabalhar uma longa semana.

Meio à contra-gosto, fui à luta. Era um dia absolutamente normal. Bastante trabalho, conversa com os colegas, reclamações. Tudo dentro da normalidade e dos costumes do atelier de calçados. E assim a demorada manhã – que pareceu ter dez horas – chegou ao fim, e fui para casa para almoçar, tentar descansar e voltar correndo ao batente.

Almocei, arrumei algumas coisas, liguei o computador e pus um Nando Reis pra curtir e relaxar. Relaxar para não ser tomado de vez pelo estresse. Ah, sim! Claro! Eu pensava nela também, sempre. E isso me acalmava, me animava e me dava força. Pensava tanto que ultrapassava o limite de tempo que tinha disponível em casa. E nessa sexta-feira foi assim. Eu estava de saída, muito rápido, quando o telefone tocou. Apressado, pedi para que minha mãe atendesse porque eu estava atrasado. Ela atendeu, e quando eu estava saindo porta fora, ela disse que era para mim. Mal eu sabia a surpresa que teria. Read the rest of this entry ?